CULTURA E HISTÓRIA

 

 

Convento São Paio                              Cervo - miradoura                Art na VN Cerveira    

 jardim dos sculptures                                                                                                     

 

Vila das Artes

Conhecida por “Vila das Artes”, Vila Nova de Cerveira apostou na animação cultural, enquanto “produto” turístico por excelência e que, no contexto nacional e internacional, é hoje uma marca incontornável que distingue o concelho e o promove.

Convento São Paio

O espaço Museológico do Convento de São Paio apresenta um vasto património artístico distribuído pela igreja, claustros, salas de exposição, galeria e mesmo jardins que acompanham o visitante até à mata e lagoas do convento.
Entre o vasto espólio do Mestre José Rodrigues podemos encontrar várias exposições temáticas permanentes como as esculturas em bronze nos jardins do Convento, a galeria de desenhos de autores portugueses do séc. XIX aos nossos dias, desenhos da série “jardins do silêncio”, exposição de esculturas em metal dos anos 60, e exposição jardins acrílicos e bronzes dos anos 70. Existem ainda exposições temporárias, como a exposição de barros, a sala oriente, com uma amostra de peças recolhidas pelo escultor nas suas viagem reais e imaginárias, e ainda a exposição ecumenismo, testemunhos de um património religioso.  
O Convento disponibiliza de actividades que vão da visita guiada, a actividades ambientais, atelier de barro, e actividades de dramatização e movimento corporal.
Horário de Funcionamento:
Janeiro/Maio e Setembro/ Dezembro
Sábados e Domingos das 10h00 às 13H00 e das15h00 às 18h00
Junho /Agosto
Quartas, Quintas, Sábados e Domingos das 15h00  às 20h00

Museu da Bienal de Cerveira
Espólio das Bienais de Arte, Oficinas de Gravura, Serigrafia, Fotografia, Cerâmica e Arte Digital
O Museu da Bienal surge em consequência da Bienal Internacional de Artes de Vila Nova de Cerveira, e alberga uma vasta colecção, representativa da maioria dos grandes artistas portugueses e alguns estrangeiros, permitindo ao simples visitante tomar conhecimento da evolução das artes plásticas nos últimos 25 anos.
O museu engloba ainda um laboratório de artes digitais, oficinas de gravura, litografia, serigrafia, cerâmica e fotografia, que podem ser visitados mediante marcação.
O Museu dispõe de visitas guiadas por técnico na área das artes contemporâneas, assim como equipamento para visitas guiadas com áudio guia.
Visitas
Terça a Sábado das 14h00 às 18h00

 

                           Cossourado - vila celtica                    Bemposta - Tanc                            Caminha - Corpo de Deus

 

Resenha Histórica

A presença humana no território hoje correspondente ao Concelho de Vila Nova de Cerveira, remonta à pré-história. Entre os vários elementos detectados, merece destaque o tesouro da sepultura da Quinta de Água Branca, cujo espólio está integrado no Museu Nacional de Arqueologia.
A grande expansão demográfica que está na base do povoamento actual deu-se durante o Câmbio de Era com a multiplicação do número de castros, já sob uma forte influência da romanização. O melhor exemplo deste movimento pode ser encontrado no Aro Arqueológico de Lovelhe, cuja ocupação se estende desde o séc. I A.C. ao séc. VII D.C.
No entanto, o Concelho de Vila Nova de Cerveira só começaria a ganhar expressão territorial aquando do processo de reconquista, após as invasões árabes, o que viria a ser enfatizado pela autonomização do Condado Portucalense, em 1096. É neste período que o Rio Minho assume definitivamente o seu papel de fronteira, forçando ao estabelecimento de pontos fortificados que balizassem e defendessem o curso do rio. Surgia assim as Terras de Cerveira, cujo castelo, localizado no sítio onde hoje podemos encontrar a escultura do cervo do mestre José Rodrigues, tinha por missão patrulhar e defender, fosse contra as investidas árabes, fosse contra as normandas, ou mais vulgarmente contra a vizinha Galiza.
 Em 1297, D. Dinis e D. Fernando IV de Castela assinavam o Tratado de Alcanices, pondo fim aos confrontos que tinham ocorrido nos dois anos anteriores. Este tratado mais do que um acordo de paz, delineou a fronteira entre os dois reinos, que desde então conheceria alguma estabilidade geográfica e política. Esta assinatura faria com que fosse novamente necessário fortificar a fronteira do Minho. A partir deste momento iríamos assistir a um renovado esforço de repovoamento da região. Assim surgia a “Vila Nova” de Cerveira com a atribuição da Carta de Foral por D. Dinis, corria o ano de 1321, e a construção de um novo castelo, destinado a proteger a vila em desenvolvimento.
O séc. XVII e as Guerras da Restauração marcariam a história deste Concelho e o seu património histórico, ao ser construída uma fortaleza que envolveu a vila, apoiada por dois outros pontos fortificados, a Atalaia do Alto do Lourido, e o Forte de Lovelhe, mandados edificar pelo Governador das Armas do Minho, pressionado pela necessidade de defesa da fronteira.
Este novo movimento de construção consistiu basicamente numa reformulação e alargamento da fortificação medieval, à qual foi aplicada uma plataforma voltada ao rio vocacionada para bater a vizinha fortaleza de Goian. O alargamento das muralhas envolveria o burgo, que desde sempre extravasara o perímetro do Castelo
A vila, assim circundada, consolidou o seu edificado mediante os principais eixos viários, a Rua Queirós Ribeiro fechada pela Porta de Valença, a Rua César Maldonado e Costa Brava, com a Porta de Viana, a Travessa da Matriz com a Porta de Traz da Igreja e a Porta do Cais fechando a vila ao rio.
O Forte de Lovelhe, especificamente construído e preparado para resistir às tentativas de união ibérica, acabaria por prestar outros relevantes serviços ao País, em especial nas Invasões Francesas. Se no decurso das Guerras da
Restauração a sua presença foi determinante na dissuasão das hostes filipinas, nesta última acção foi tanto mais importante, ao impedir as tropas francesas, sob o comando de Soult, de efectuarem a pretendida travessia do Rio Minho, no dia 13 de Fevereiro de 1809.
O séc. XIX iniciou-se com momentos de agitação e destruição, mas que findariam por trazer a estabilização da fronteira e a paz a estas terras. O seu castelo e fortalezas, de elementos defensivos transformaram-se em património histórico, que importa conservar enquanto símbolos portadores da identidade do Concelho e das suas Gentes. O mesmo se poderá dizer das suas igrejas e demais património histórico, cultural e etnográfico, cujo conhecimento permite compreender, hoje, o que é ser “cerveirense”.

entre Guimarães e Braga                         VN Cerveira                    VN Cerveira                                 VN Cerveira

 

 

 

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